Brasil produz primeiros embriões de jumentos in vitro no mundo
Cientistas coletaram material genético de jumentos nordestinos para tentar acelerar a recomposição do plantel
Viviane Taguchi
06/10/2026 11:05 • Atualizado há 21 horas
Viviane Taguchi
06/10/2026 11:05 • Atualizado há 21 horas
Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) alcançaram um marco histórico na reprodução animal ao produzirem, pela primeira vez no mundo, embriões de jumentos nordestinos em laboratório. O estudo utilizou material coletado durante uma visita técnica à Fazenda Jegue Land, localizada no interior da Bahia.
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A conquista representa um avanço importante para a conservação genética e o desenvolvimento da pecuária asinina. Os protocolos científicos para essa espécie ainda são menos consolidados do que os aplicados aos equinos.
Como o estudo foi desenvolvido
O procedimento utilizou oócitos coletados de jumentas nordestinas na propriedade baiana. O material foi transportado para o Laboratório de Reprodução de Animais de Produção (Reprolab), vinculado ao Departamento de Zootecnia da UFV.
No laboratório, os pesquisadores aplicaram a técnica de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI). O método consiste na introdução de um único espermatozoide diretamente no interior do oócito com o auxílio de equipamentos de micromanipulação.
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Nove dias após o início do cultivo, a equipe realizou a vitrificação dos primeiros embriões. O processo consiste em um congelamento ultrarrápido que preserva o material genético para utilização futura.
Parceria e próximos passos
O projeto faz parte do mestrado de Frederico Freitas, aluno do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UFV. A orientação é conduzida pela professora Yamê Fabres, do Departamento de Zootecnia.
A iniciativa conta com a parceria da Fazenda Jegue Land, que fornece infraestrutura e animais para campo. A primeira coleta também teve a participação de Gustavo Carneiro, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e Jorge Lucena, da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE).
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Na próxima fase, o grupo pretende transferir os embriões para jumentas e mulas receptoras. O objetivo é avaliar a gestação e viabilizar o nascimento dos primeiros animais gerados pela técnica.
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Fonte: Band






