Os contratos futuros do milho fecharam as negociações desta sexta-feira (09) em forte baixa na Bolsa de Chicago. A desvalorização expressiva ocorreu após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgar seu levantamento mensal, trazendo dados sobre a oferta norte-americana que desarmaram o mercado financeiro.
Safra dos EUA supera as previsões privadas
Na posição com entrega prevista para dezembro, o grão registrou uma retração de 4,10%, encerrando o pregão a US$ 4,79 por bushel. O principal fator por trás do tombo foi o acréscimo inesperado nos números do órgão governamental norte-americano.
Em seu boletim, a entidade oficial ampliou o cálculo da colheita de milho dos Estados Unidos no atual ciclo de 401,33 milhões para 407,28 milhões de toneladas. O dado pegou os agentes de surpresa, já que a média das consultorias e analistas privados apontava para uma diminuição do volume, projetando algo em torno de 399,20 milhões de toneladas.
Impacto acumulado dos estoques elevados
A reação negativa dos investidores reflete um cenário consecutivo de pressão baixista sobre as cotações. Segundo análise da Granar, o setor agrícola internacional ainda tentava absorver os reflexos do relatório do mês anterior.
Em setembro, o departamento já havia surpreendido negativamente quem esperava preços mais sustentados ao contabilizar 53,22 milhões de toneladas de milho em estoque no primeiro dia daquele mês. O montante ultrapassou o teto estimado pelo mercado, que trabalhava com um intervalo conservador entre 46,81 milhões e 50,93 milhões de toneladas, adicionando um excedente que segue pesando sobre o ritmo das negociações globais.
Fonte: CNN Brasil






