A presença do agronegócio nacional ganhou força no mercado internacional com a inauguração oficial do Pavilhão Brasil na Sial Paris 2026. Ao todo, 156 companhias do país ocupam oito pavilhões na capital francesa, respaldadas por um investimento de R$ 28 milhões voltado a ampliar a competitividade das exportações e atrair novos parceiros comerciais.
Estratégia para destravar a carne bovina na Europa
O setor de proteína animal conta com um destaque expressivo no evento. Sob a coordenação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), 25 empresas participam da feira amparadas por um aporte de R$ 7 milhões, realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O encontro na França tem servido como um importante palco diplomático e comercial. De acordo com o presidente da Abiec, Roberto Perosa, a feira impulsiona o diálogo entre representantes do governo brasileiro e lideranças europeias na tentativa de superar barreiras comerciais recentes. Encontros específicos foram agendados para tentar destravar o impasse que prejudica o fluxo de vendas para o bloco.
Demanda chinesa e posicionamento de mercado
Apesar das limitações vigentes com os europeus, Perosa destacou a relevância do contato com importadores de outras regiões, em especial compradores chineses, aproveitando o momento favorável de compras da China. O dirigente pontuou ainda que, embora o bloco europeu absorva somente 5% de toda a carne bovina produzida no Brasil, a região segue como uma referência internacional para formação de preços e fortalecimento da imagem do setor.
Nesse mesmo sentido, o líder da ApexBrasil, Laudemir Müller, defendeu a presença ativa do país em feiras globais para promover o produto nacional. Ele apontou fatores como sustentabilidade, qualidade e rigor sanitário como os grandes diferenciais competitivos da proteína brasileira para consolidar e expandir mercados na Europa e pelo mundo.
Fonte: SpaceMoney






