Exportações de arroz do Brasil disparam quase 50% em 2026

Embarques de arroz do Brasil crescem quase 50% no ano

As exportações brasileiras de arroz apresentaram um salto expressivo ao longo dos nove primeiros meses de 2026. De janeiro a setembro, o país despachou 1,59 milhão de toneladas do cereal em base casca para o mercado internacional, o que representa um avanço expressivo de 48,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Receita acumulada e desempenho trimestral

O volume acumulado resultou em um faturamento de US$ 388,7 milhões, montante 20,4% superior ao contabilizado nos nove primeiros meses de 2025. O levantamento foi estruturado pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com dados compilados junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Ao analisar isoladamente o terceiro trimestre (julho a setembro), o país escoou 474,8 mil toneladas do grão (base casca), registrando leve alta de 3,3% sobre igual trimestre do ano passado. No entanto, a receita obtida no trimestre recuou 3%, fechando em US$ 121,9 milhões.

Participação do grão sem beneficiamento

Entre os produtos enviados ao exterior de julho a setembro, o arroz em casca totalizou 236,7 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 66 milhões. A quantia superou as 177,7 mil toneladas embarcadas no mesmo intervalo de 2025.

Tecnicamente, o arroz em casca refere-se ao produto bruto, comercializado sem processo industrial de beneficiamento. Por outro lado, a medição em base casca é uma métrica de conversão do setor que calcula a quantidade total de arroz bruto necessária para atingir determinado volume exportado, incluindo os grãos polidos ou descascados.

Importações do grão registram aumento

O mercado interno também ampliou a compra de mercadoria externa. No terceiro trimestre de 2026, o Brasil importou 499,7 mil toneladas de arroz em base casca — crescimento de 24,1% ante o mesmo trimestre do ano anterior —, movimentando US$ 139 milhões, alta de 25,2% em valor.

No acumulado de janeiro a setembro, a importação alcançou 1,28 milhão de toneladas, acréscimo de 16% em volume. Apesar do aumento na quantidade, o dispêndio financeiro recuou 2%, fixando-se em US$ 318,8 milhões.

O bloco econômico do Mercosul manteve a liderança como o principal fornecedor do grão beneficiado consumido pelo país, respondendo por 96% dessas importações, com cargas procedentes majoritariamente de Paraguai, Uruguai e Argentina.

Fonte: CNN Brasil

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