A identificação de um caso da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus para corte, localizada no município de Nova Itaberaba (SC), provocou mudanças imediatas nas relações comerciais do Brasil no segmento avícola. Mercados internacionais estratégicos adotaram medidas cautelares com diferentes níveis de abrangência sobre a entrada de produtos brasileiros.
Panorama das barreiras sanitárias em vigor
As reações comerciais variam entre suspensões gerais para todo o território nacional e bloqueios focados exclusivamente no estado onde o foco infeccioso foi diagnosticado.
Bloqueio geral aplicado pelo México
O governo mexicano optou pela medida mais rigorosa até o momento, determinando a suspensão total das importações avícolas provenientes de qualquer região do Brasil. A barreira abrange uma ampla lista de itens: carne e miúdos, aves vivas, ovos férteis, pintinhos com até três dias de vida, espécimes de companhia, além de aves de rapina, canoras e ornamentais destinadas ao comércio.
Restrições regionalizadas em Santa Catarina
Outros dois grandes compradores internacionais restringiram as aquisições apenas às cargas originárias de Santa Catarina, preservando os embarques dos demais estados brasileiros:
A China suspendeu a entrada de carne de aves catarinense. O direcionamento do veto apenas ao território estadual resultou de tratativas diplomáticas conduzidas pelas autoridades brasileiras, evitando um embargo que poderia atingir a avicultura nacional de forma ampla.
O Chile também concentrou as proibições na produção de Santa Catarina. O bloqueio chileno recai sobre carne fresca de aves e seus derivados, ovos para consumo e férteis, ovos SPF (livres de patógenos específicos), aves ornamentais e pintinhos de um dia.
Articulação técnica e monitoramento contínuo
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) conduz conversas bilaterais contínuas com os órgãos sanitários dos países parceiros. O objetivo central é fornecer relatórios técnicos transparentes sobre as medidas de biossegurança executadas para conter o foco e acelerar o restabelecimento do comércio internacional dentro dos padrões sanitários exigidos.
O governo federal mantém a vigilância ativa e o acompanhamento dos demais mercados importadores para garantir a rápida resposta a eventuais exigências adicionais e assegurar a estabilidade do setor avícola brasileiro.
Fonte: Governo Federal






