O Banco do Brasil recalibrou as estimativas para a regularização de débitos agrícolas amparados pela Medida Provisória 1376, projetando agora movimentar cerca de R$ 20 bilhões em contratos. O volume representa uma retração de R$ 10 bilhões frente à previsão original calculada pela instituição financeira.
Mudança no perfil da demanda rural
A alteração no montante decorre da procura abaixo da esperada por parte dos produtores que estavam inadimplentes, segundo explicou o vice-presidente de Agronegócio do banco, Gilson Bittencourt. De acordo com o executivo, o ritmo de adesão só ganhou força consistente após a extensão da linha para agricultores que mantêm seus pagamentos em dia, mas que contavam com financiamentos prorrogados.
Ao detalhar a dinâmica do programa no campo, Gilson Bittencourt avaliou o comportamento das duas frentes de atendimento: “O primeiro mês foi, basicamente, de execução da MP. A gente focou em buscar os produtores inadimplentes, e o retorno foi menor do que a gente imaginava nessa classe. À medida que a gente focou no segundo público, os produtores adimplentes que têm operações prorrogadas, houve uma demanda muito maior, como era esperado, e os números estão fluindo de forma bastante rápida”, afirmou.
Fluxo de novas operações
Com a flexibilização do público-alvo, o banco acelerou os atendimentos nas agências e canais dedicados ao setor produtivo. A expectativa agora é que a categoria de produtores adimplentes com prazos estendidos sustente o patamar revisado de R$ 20 bilhões, viabilizando o alívio de caixa necessário para a continuidade das safras.
Fonte: CNN Brasil






