Com uma receita impressionante de R$ 480,6 bilhões, a JBS consolidação o posto de maior empresa privada do Brasil, ficando muito próxima da estatal Petrobras, que faturou R$ 497,5 bilhões em 2025. Desde 2022, a companhia também detém o título global de maior produtora de carne e proteína animal. Todo esse império foi construído graças à atuação conjunta de Joesley Mendonça Batista, de 54 anos, e Wesley Mendonça Batista, de 56 anos, que hoje ocupam a 17ª posição entre os bilionários brasileiros em 2026, com patrimônio estimado em R$ 21,9 bilhões cada pela Forbes Brasil.
Origens e o aprendizado na prática Diferente de executivos tradicionais, Joesley e Wesley não concluíram o ensino superior. Ainda na adolescência, ambos deixaram os estudos formais para ajudar o pai, José Batista Sobrinho, a expandir o frigorífico da família em Goiás. Essa vivência moldou a visão de negócios da dupla, que se prepara agora para passar o bastão à terceira geração: Wesley Batista Filho, de 34 anos, assumirá a presidência global da JBS em janeiro de 2027.
O desafio internacional de Wesley Batista Enquanto a JBS acelerava sua expansão global a partir da compra da Swift nos Estados Unidos em 2007 por US$ 225 milhões e assunção de US$ 1,2 bilhão em dívidas, Wesley mudou-se para o Colorado. Na época, sem dominar o inglês e mantendo o visual tradicional de frigoríficos com botas e chapéu, ele adotou uma postura de imersão operacional ao entrevistar 300 funcionários por semanas antes de implementar mudanças.
“Há muita lenda por aí”, disse Wesley, em 2011, à jornalista Keren Blankfeld, da Forbes americana, ao comentar a trajetória da família. “Crescemos dentro do negócio de abate, conhecemos o negócio, mas há também um pouco de mito sobre como chegamos até aqui.”
Finanças e a estratégia de aquisições de Joesley Enquanto Wesley comandava as operações estrangeiras, Joesley permaneceu no Brasil focado na engenharia financeira e estratégica. Esse alinhamento permitiu que, entre 2007 e 2011, a JBS realizasse 13 transações importantes, incluindo as aquisições da Smithfield Beef, Pilgrim’s Pride e da brasileira Bertin. Impulsionada pela abertura de capital em 2007 e por financiamentos do BNDES na política de “campeãs nacionais”, a empresa se transformou em uma multinacional robusta.
Desafios judiciais e diversificação dos negócios O percurso dos irmãos enfrentou uma forte turbulência em 2017 devido a investigações de corrupção, resultando em um acordo de leniência de R$ 10,3 bilhões e no afastamento temporário de ambos da linha de frente. Contudo, em 2024, retornaram oficialmente ao Conselho de Administração.
Atualmente, o conglomerado J&F vai muito além da carne bovina. O grupo expandiu-se para celulose, energia, mineração, comprou 50% da Mantiqueira em 2025, abriu o capital do PicPay na Nasdaq em 2026 e adquiriu 100% da Avibras no mesmo ano. Com mercados consolidados na América e planos para a Europa, os irmãos Batista seguem moldando o cenário corporativo nacional e internacional.
Fonte: Forbes Brasil






