O setor agropecuário brasileiro atingiu a marca de 700 aberturas de mercados para seus produtos desde o início de 2023, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço oficial será detalhado nesta terça-feira (13), às 15h, em uma coletiva de imprensa na capital federal.
O evento na sede da pasta, em Brasília (DF), contará com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro André de Paula, que apresentarão os detalhes das negociações internacionais concluídas.
Entenda o significado das negociações internacionais Vale ressaltar que o quantitativo não se refere ao número de nações parceiras adicionadas, mas sim ao conjunto de tratativas sanitárias e fitossanitárias finalizadas. Isso significa que o país obteve sinal verde para comercializar itens específicos em diferentes destinos globais.
O ritmo das conquistas comerciais manteve-se acelerado ao longo dos últimos anos. Em dezembro de 2025, o governo registrava 500 aberturas no acumulado desde 2023. O montante subiu para 602 em maio de 2026, culminando agora na marca expressiva de 700 permissões.
Novos destinos para produtos brasileiros Entre as conquistas recentes, destaca-se o aval da Coreia do Sul, obtido em maio, para a comercialização de ovos e derivados do Brasil. Posteriormente, em setembro, o governo chinês liberou a importação de miúdos internos, além de pele e ossos de suínos produzidos em território nacional.
O setor de grãos também registrou avanços importantes na pauta exportadora. No início de outubro, a Síria permitiu a entrada do milho brasileiro, enquanto Bangladesh passou a aceitar o recebimento de grãos secos de destilaria (DDG).
Exigências sanitárias e próximos passos O avanço é fruto de intensas tratativas diplomáticas e comerciais conduzidas em conjunto pelo Mapa e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) junto aos órgãos reguladores dos países compradores.
Para cadeias produtivas como a avicultura, a suinocultura e a agricultura de grãos, as novas permissões representam uma oportunidade estratégica de diversificar compradores e valorizar diferentes coprodutos agroindustriais.
Contudo, o governo ressalta que o sinal verde diplomático não garante o envio imediato de mercadorias. Os embarques dependem do atendimento às normas sanitárias exigidas, da habilitação prévia das empresas interessadas e da existência de demanda real nos países de destino. O balanço completo será detalhado no Auditório Olacir de Moraes, na capital federal.
Fonte: Feed&Food






