O impacto do fenômeno climático El Niño extrapolou as fronteiras brasileiras e passou a mobilizar produtores rurais, entidades do setor e exportadores na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. Cada nação vizinha tem lidado com consequências distintas, que oscilam desde o alívio nas lavouras até prejuízos severos decorrentes de tempestades e riscos operacionais no campo.
Situação no campo argentino e paraguaio
As manifestações do clima variam consideravelmente conforme a região. Na Argentina, o retorno das precipitações no início de outubro desempenhou um papel fundamental na recomposição hídrica dos solos, beneficiando diretamente os cultivos de trigo e preparando o terreno para o plantio da soja e do milho. Por outro lado, a realidade paraguaia tem sido marcada por intempéries, com registros de tempestades severas e queda de granizo que comprometeram plantações e estruturas voltadas à produção agrícola em determinadas áreas.
Previsões climáticas para o Uruguai
No território uruguaio, os órgãos oficiais apontam uma tendência clara para o trimestre. As projeções indicam volumes de chuva superiores à média climatológica ao longo da primavera e no início do verão. Embora esse cenário seja favorável para o desenvolvimento de pastagens e safras, ele também acende o alerta para a possibilidade de inundações e proliferação de doenças nas lavouras.
Com diferentes estágios de impacto observados em cada nação, o setor produtivo sul-americano permanece em constante monitoramento das condições meteorológicas para evitar maiores perdas econômicas e garantir a continuidade das atividades agropecuárias durante a temporada.
Fonte: Rádio Itatiaia






