Um levantamento científico conduzido no interior paulista demonstrou que a truta amarela apresenta uma taxa de desenvolvimento físico consideravelmente superior à observada na linhagem selvagem. O experimento avaliou três linhagens distintas cultivadas em tanques no município de Campos do Jordão para mensurar a resposta produtiva de cada grupo.
Diferença expressiva no ganho de biomassa
Ao completarem 270 dias de vida, os exemplares da variedade amarela — obtidos por meio de melhoramento genético — chegaram à marca de 300 gramas. Em contrapartida, os peixes da linhagem convencional registraram média de 237 gramas dentro do mesmo período de manejo.
O trabalho analítico foi executado pelo Instituto de Pesca de São Paulo e teve o suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Oportunidades para a cadeia produtiva
O ritmo mais acelerado de crescimento desponta como uma alternativa estratégica para os produtores que atuam na truticultura brasileira, setor que atualmente movimenta cerca de 1.600 toneladas ao ano.
A constatação técnica abre caminho para a expansão e diversificação do cultivo de peixes de águas frias, permitindo que a atividade ganhe competitividade e amplie as opções comerciais disponíveis no mercado gastronômico nacional.
Fonte: TV Sim Brasil






