Um registro audiovisual publicado recentemente nas redes sociais pelo produtor rural Henrique Lagemann promove um paralelo direto entre a atividade agrícola em Nova Mutum, no Mato Grosso, e a rotina de lavoura na Dakota do Norte, nos Estados Unidos.
Plantio ininterrupto de soja em terras mato-grossenses
Na primeira parte da gravação, feita em solo mato-grossense, o autor do vídeo detalha o início da semeadura de soja. De acordo com o agricultor, os trabalhos ocorrem de forma contínua ao longo de 24 horas diárias, contando com equipes que se revezam entre os turnos do dia e da noite.
Para executar a tarefa, a propriedade utiliza um conjunto tecnológico composto por um trator John Deere 8R 400 conectado a uma plantadeira ExactEmerge DB50 de 31 linhas. Após exibir o maquinário local, o brasileiro interage com um colega no exterior para conferir o cenário estrangeiro.
Colheita de milho e diversidade de culturas na América do Norte
Do outro lado do mundo, a transmissão exibe o agricultor Marquinho no interior da cabine de uma colheitadeira operando na Dakota do Norte. Naquele instante, a fazenda focava na retirada da produção de milho.
O profissional americano relata que a propriedade também cultiva soja, feijão, girassol, cevada e trigo, evidenciando a multiplicidade de produtos que passam pela lavoura local. Durante o diálogo, Marquinho afirma que os Estados Unidos têm apenas uma safra.
Contraste entre os calendários agrícolas do Brasil e dos EUA
A dualidade entre a fase de plantio no Brasil e a colheita no exterior ilustra como a sazonalidade e o clima moldam o setor produtivo em cada hemisfério.
No estado mato-grossense, o sistema produtivo viabiliza mais de uma colheita anual, como o cultivo de soja seguido por milho safrinha, dependendo do planejamento e das condições climáticas. Órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento monitoram periodicamente essas etapas conforme as particularidades de cada território.
Fonte: O Matogrossense






