A BHP, maior mineradora do mundo, prepara sua entrada no mercado global de fertilizantes com um aporte bilionário voltado para atender a forte demanda do agronegócio brasileiro. O plano envolve a exploração de uma mina no Canadá e conversas discretas que já vêm ocorrendo com empresários do setor no país.
A alta dependência brasileira por fertilizantes importados
O território nacional consome anualmente 13,5 milhões de toneladas de potássio, nutriente indispensável fornecido pela indústria agrícola. Contudo, a produção interna permanece limitada, o que obriga o país a importar 96% de tudo o que consome.
Essa escassez na oferta local gera vulnerabilidade diante de oscilações internacionais de preços. Diante desse cenário, a mineradora australiana enxerga uma oportunidade estratégica, já que o Brasil é o segundo maior consumidor desse insumo no planeta, ficando atrás apenas da China.
Estratégia de atuação e o projeto Jansen
Para suprir essa lacuna, a companhia desenvolve o projeto Jansen em Saskatchewan, Canadá, que demanda um total de US$ 15,3 bilhões em investimentos. A meta é transformar o local na maior mina do segmento, alcançando uma capacidade de 8,5 milhões de toneladas anuais até 2035 e atendendo cerca de 10% da demanda mundial.
O modelo de negócio adotado não prevê a comercialização direta com os produtores rurais. A distribuição ocorrerá por meio de importadores e grandes empresas de fertilizantes, fomentando a concorrência no mercado interno.
Cronograma de produção da nova mina
A primeira etapa do empreendimento já atingiu 84% de conclusão, com aportes estimados em US$ 8,4 bilhões e início das operações previsto para a metade de 2027, gerando inicialmente 3,5 milhões de toneladas. Já a segunda fase tem entrega projetada para o final de 2031.
Com a chegada desses novos volumes ao mercado internacional a partir de 2027, o setor produtivo nacional ganha perspectiva de maior estabilidade e previsibilidade nos custos dos insumos agrícolas para os próximos anos.
Fonte: Acia Araçatuba






