Os Estados Unidos enviaram ao mercado internacional cerca de 5,34 bilhões de litros de etanol nos primeiros sete meses de 2026, registrando um crescimento de 13% em comparação ao mesmo período anterior, conforme dados divulgados pela Renewable Fuels Association (RFA).
Diferença na mistura e no consumo interno
Esse avanço nas exportações acirra a disputa com o Brasil e evidencia a robustez de uma indústria impulsionada pelo consumo doméstico em grande escala, mesmo com uma proporção menor do biocombustível adicionada à gasolina local. Segundo a agência de energia americana EIA, a produção diária alcançou aproximadamente 160 milhões de litros no final de setembro.
Enquanto a gasolina comercializada no território brasileiro conta com uma mistura obrigatória de 32%, o padrão predominante nos postos americanos é o E10, que contém 10% de etanol. No entanto, esse percentual menor incide sobre um volume de combustível consideravelmente superior, o que garante a absorção da alta produção nacional.
Cenário da produção e safra brasileira
Diante desse cenário externo, o Brasil projeta colher uma safra de 41,88 bilhões de litros de etanol no ciclo 2026/2027, o que representa um acréscimo de 11,7% sobre a temporada passada, de acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abasedimento (Conab).
O volume nacional estimado divide-se em 29,98 bilhões de litros originados da cana-de-açúcar e 11,91 bilhões de litros fabricados a partir do milho. Essa expansão exige que o país escoe a safra com eficiência por meio da demanda interna e de novos compradores estrangeiros para manter a rentabilidade das usinas.
Fonte: MINUTO MT






