A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, garantindo ao grupo a prerrogativa de indicar o titular do Ministério da Agricultura e Pecuária caso o candidato saia vitorioso nas urnas.
Propostas para o crédito e armazenagem
Durante o anúncio de suas diretrizes para o campo, o postulante ao Planalto prometeu baratear o financiamento e expandir a infraestrutura logística nacional. A meta é fortalecer o poder de barganha dos produtores locais no cenário global.
“Com relação ao crédito, vou buscar reduzir sempre a taxa de juros para baratear o financiamento. Vamos fazer um governo responsável, trazer muitos investimentos em infraestrutura, ampliar a nossa capacidade de armazenagem para melhor negociar os preços das nossas commodities, não só aqui no Brasil, mas com todo o mundo”, declarou.
Foco na agricultura familiar e regularização fundiária
Além do agronegócio de exportação, o plano de governo abrange os pequenos produtores e trabalhadores rurais. O candidato resgatou os números da gestão de Jair Bolsonaro para exaltar as entregas de documentações de terras.
O político apontou que a emissão de mais de 420 mil títulos de propriedade urbana e rural representou “a maior reforma agrária da história desse país”, superando o acumulado de todas administrações petistas. “Não só com os produtores rurais, mas com os trabalhadores rurais também”, ressaltou.
Independência em fertilizantes e energia
Outro ponto central das promessas é diminuir a vulnerabilidade externa do Brasil na importação de insumos essenciais, cenário agravado por conflitos geopolíticos como a guerra entre Rússia e Ucrânia. No setor de bioenergia, a aposta é em inovação e na simplificação das normas vigentes.
“Tudo com bioenergia, energia barata, vamos olhar com muita atenção esse setor, organizar a legislação, que é uma grande colcha de patos hoje”, detalhou.
Para finalizar, o candidato assegurou que qualquer diretriz econômica de sua gestão priorizará a queda nas tarifas elétricas, beneficiando tanto as famílias quanto a cadeia produtiva nacional.
“Vamos buscar sempre a redução da conta de energia e qualquer iniciativa do governo, a partir de janeiro do ano que vem, sempre visando à redução do preço da energia, não só para o consumidor, mas também para o nosso setor produtivo”, completou.
Fonte: Times Brasil | CNBC






