Kraft Heinz quer dobrar de tamanho no Brasil até 2030 com tomate nacional
Empresa investiu R$ 1 bilhão em 5 anos e zerou importação de pasta de tomate dos EUA
Edição: Tiago Frederighi
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- Kraft Heinz Brasil faturou perto de R$ 4 bilhões em 2025 e quer dobrar de tamanho até 2030
- A fábrica de Nerópolis (GO) recebe cerca de 100 caminhões de tomate por dia para produzir ketchup
- A empresa zerou a importação de pasta de tomate dos EUA desde 2024 e investiu R$ 1 bilhão em 5 anos
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Narração
A Kraft Heinz Brasil quer dobrar de tamanho até 2030, apostando na expansão de suas marcas e no fortalecimento da produção agrícola local, do campo às fábricas. A subsidiária brasileira registrou receita bruta próxima de R$ 4 bilhões em 2025, segundo a empresa.
“Nossa ambição é continuar crescendo nessa mesma velocidade e dobrar de tamanho até 2030. Tudo isso está sendo permitido através do campo”, disse Ariel Grunkraut, CEO da Kraft Heinz Brasil, à CNN.
Nos últimos cinco anos, a empresa investiu R$ 1 bilhão em expansão e modernização de fábricas, inovação e logística, e adquiriu as marcas Hemmer e BR Spices no período.
O principal elo entre a fábrica e o campo é o tomate, commodity cujo preço oscila bastante no mercado interno. Até 2024, a empresa precisava importar pasta de tomate da Califórnia, nos Estados Unidos, para completar o volume necessário no Brasil.
Hoje, todo o ketchup Heinz vendido no país é feito com tomate cultivado em solo nacional.
A fábrica de Nerópolis, em Goiás, recebe cerca de 100 caminhões de tomate por dia. O volume colhido e processado em 2026 deve ser 15% maior que o da safra anterior, sem a necessidade de ampliar proporcionalmente a área plantada.
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A estratégia agrícola passa por parcerias com produtores rurais, desenvolvimento de sementes e técnicas de manejo voltadas ao aumento da produtividade e à adaptação das lavouras ao clima.
O plano de crescimento no Brasil acompanha uma reestruturação global. A Kraft Heinz anunciou no início de outubro a divisão da operação mundial em duas empresas.
Uma delas, a Taste Elevation, fica com as marcas de molhos e condimentos como ketchup, mostarda e maionese. A outra, a Groceries North America, foca em marcas tradicionais do mercado americano.
A separação deve se concluir entre 12 e 18 meses após o anúncio.
O que acontece agora
A Kraft Heinz segue expandindo a base de fornecedores de tomate no Brasil para sustentar o crescimento das marcas até 2030, enquanto a cisão da operação global avança nos próximos meses.
Fontes desta matéria
Documentos e dados que sustentam o que você leu. Abrem em outra aba.
- Kraft Heinz quer dobrar de tamanho no Brasil até 2030, com apoio do campoImprensa· CNN Brasil
- Kraft Heinz coloca mais molho (de tomates) nos negócios no BrasilImprensa· AgFeed
Perguntas e respostas
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Quanto a Kraft Heinz investiu no Brasil nos últimos anos?
R$ 1 bilhão em cinco anos, em expansão e modernização de fábricas, inovação e logística, além da aquisição das marcas Hemmer e BR Spices.
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O ketchup Heinz vendido no Brasil usa tomate importado?
Não mais. Até 2024 a empresa importava pasta de tomate da Califórnia (EUA); hoje todo o ketchup Heinz consumido no país é feito com tomate cultivado em solo nacional.
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O que muda na estrutura global da Kraft Heinz?
A empresa vai se dividir em duas: a Taste Elevation, com marcas de molhos e condimentos, e a Groceries North America, focada no mercado americano. A separação deve levar de 12 a 18 meses.
Fonte: TV Sim Brasil






