O agronegócio brasileiro caminha para registrar um novo marco histórico nas transações comerciais internacionais. Impulsionado por estimativas promissoras para a safra 2026/27, o setor produtivo nacional deve atingir o seu volume máximo de vendas externas de pluma, distanciando-se na liderança do fornecimento do produto no planeta.
Liderança isolada e avanço frente aos norte-americanos
Estimativas atualizadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que os embarques brasileiros alcançarão a marca recorde de 3,484 milhões de toneladas no ciclo 2026/27. Com essa performance, o país passará a controlar 35,8% de todo o comércio mundial da fibra, ampliando a distância em relação aos produtores norte-americanos, que responderão por uma fatia de 27,5%.
Queda na oferta externa favorece o mercado nacional
O ritmo acelerado das exportações brasileiras contrasta com o movimento de retração nas lavouras pelo mundo. A produção global do produto tende a encolher 3,4%, o que reduz de forma expressiva o volume total disponível para as indústrias têxteis.
Como consequência dessa diminuição no cultivo internacional, os estoques globais da commodity devem cair ao nível mais baixo computado desde a temporada 2010/11. Esse cenário de restrição abre espaço para que a cotonicultura brasileira ganhe ainda mais relevância estratégica, atendendo à demanda dos principais compradores e reforçando os saldos da balança comercial.
Fonte: TV Sim Brasil






