Brasil deve bater recorde de soja à China com desgaste de Trump no agro
Fazendeiros dos EUA culpam tarifas de Trump pela crise no campo, e o Brasil amplia a fatia da soja vendida à China.
Edição: Tiago Frederighi
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- 57% dos eleitores rurais dos EUA reprovam a gestão econômica de Trump a dias das eleições de terça (3 de novembro)
- Entre janeiro e maio de 2026, a China absorveu 70% de todo o volume de soja exportado pelo Brasil
- Trump anunciou US$ 8 bilhões em ajuda direta a agricultores americanos para conter o descontentamento antes do pleito
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Narração
Fazendeiros dos Estados Unidos culpam as tarifas de Trump pela crise no campo a dias das eleições de meio de mandato, na terça-feira (3 de novembro). Pesquisas mostram que 57% dos eleitores rurais reprovam a gestão econômica do presidente nos Estados Unidos.
O desgaste com o agro americano acontece enquanto o Brasil amplia a fatia da soja vendida à China. Entre janeiro e maio de 2026, o país asiático absorveu 70% de todo o volume exportado pelos brasileiros.
Segundo levantamento da emissora americana NPR, agricultores relatam risco de falência e prejuízo bilionário, atribuído a tarifas, custos mais altos e à repressão imigratória que reduziu a mão de obra disponível no campo.
Na mesma pesquisa, 39% dos eleitores rurais disseram estar “persuadíveis” nas eleições de 2026, ou seja, consideram votar em outro partido, em um candidato independente ou simplesmente não votar.
Para conter o descontentamento, Trump anunciou US$ 8 bilhões em ajuda direta aos agricultores americanos na reta final da campanha pelo Congresso.
A disputa com a China tem outro capítulo recente: as inspeções de soja dos Estados Unidos subiram 19,7% e ameaçam a fatia do Brasil no mercado chinês.
O que muda para o produtor brasileiro
Para o Brasil, o impasse comercial entre Washington e Pequim sustenta a demanda chinesa pela soja brasileira. Das 180 milhões de toneladas colhidas na safra, cerca de 65 milhões de toneladas têm a China como destino.
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Mesmo após a trégua comercial entre Trump e Xi Jinping, fechada no fim de 2025, a soja e o algodão americanos ficaram fora da lista de produtos que tiveram tarifa reduzida pelos chineses em setembro de 2026.
A China ainda cobra tarifa total de 34% sobre a soja dos Estados Unidos, incluindo imposto de valor agregado. É a diferença que mantém o Brasil na ponta vendedora favorita da China.
O Brasil deve bater recorde na exportação de soja em 2026, mesmo com o agro americano reclamando do tarifaço de Trump contra a China.
Padrão semelhante já apareceu em outro produto: a cota de carne anunciada por Trump ficou abaixo do esperado e também abriu espaço para o Brasil.
O que acontece agora
A disputa comercial segue sem acordo definitivo sobre soja e algodão. O resultado das eleições de terça-feira (3 de novembro) pode alterar a margem de Trump para negociar novas concessões com a China nos próximos dois anos.
Fontes desta matéria
Documentos e dados que sustentam o que você leu. Abrem em outra aba.
- Farmers are feeling the pain of rising costs. But will they abandon Republicans?Imprensa· NPR
- Agro dos EUA reclama de tarifaço de Trump — enquanto Brasil deve bater recorde na exportação de sojaImprensa· Exame
- Soja: em guerra tarifária entre EUA e China, Brasil sai vencedorImprensa· Gazeta do Povo
Perguntas e respostas
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Por que os fazendeiros americanos estão insatisfeitos com Trump?
Por causa das tarifas comerciais, do aumento de custos e da repressão imigratória, que reduziu a mão de obra disponível no campo, segundo levantamento da NPR.
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Quanto da soja brasileira vai para a China?
Entre janeiro e maio de 2026, a China absorveu 70% do volume de soja exportado pelo Brasil; a safra brasileira soma 180 milhões de toneladas, das quais 65 milhões seguem para o mercado chinês.
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A trégua entre Trump e Xi Jinping reduziu a tarifa sobre a soja?
Não. Soja e algodão ficaram fora da lista de produtos com tarifa reduzida pelos chineses em setembro de 2026; a soja americana segue taxada em 34% na China.
Fonte: TV Sim Brasil






