As exportações de produtos do agronegócio brasileiro para a União Europeia somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro deste ano, avanço de 14,8% em valor na comparação com o mesmo intervalo de 2025, segundo o g1. O recorte corresponde aos cinco primeiros meses de vigência provisória das regras comerciais do acordo entre Mercosul e o bloco europeu, que chegou a seis meses neste domingo (1º).
Em volume, o Brasil embarcou 17,74 milhões de toneladas de produtos agropecuários e agroindustriais ao mercado europeu, crescimento de 8,1%, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Quando se considera o conjunto de setores beneficiados pelo tratado, as vendas externas subiram 21% no período, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A negociação conecta dois mercados que reúnem cerca de 720 milhões de pessoas e PIB somado superior a US$ 22 trilhões.
Mel, carnes e soja na liderança
Entre os segmentos, o mel puxou a maior alta percentual: os produtos apícolas cresceram 367% em valor. As vendas de carnes mais que dobraram, com avanço de 103,5% em valor, e o volume passou de 101 mil para 272 mil toneladas. O complexo soja, principal grupo da pauta, subiu 34,2%, para US$ 4,19 bilhões, ante US$ 3,12 bilhões, com destaque para a soja em grãos e o farelo. Os produtos oleaginosos exceto soja (+161%), os florestais (+23%) e as frutas, nozes e castanhas (+15%) também registraram alta.
Nas frutas, o abacate teve expansão de 421,2%, de US$ 3,81 milhões para US$ 19,87 milhões, enquanto o óleo de milho bruto saltou 266,3%, para US$ 129,35 milhões. Café torrado (+91,6%), café solúvel (+19%), manga (+31,2%) e maçã (+28,8%) completam os destaques.
Indústria e saldo comercial
O movimento não ficou restrito ao campo. Ferrossilício-manganês, alumínio em bruto, óleos combustíveis e etanol tiveram aumento nas vendas, e as exportações de transformadores elétricos passaram de zero para US$ 39 milhões.
As importações brasileiras de itens agropecuários vindos da UE chegaram a US$ 1,67 bilhão, alta de 3,3%. Ainda assim, o superávit do agronegócio com o bloco subiu 17%, de US$ 9,01 bilhões para US$ 10,54 bilhões.
Negociado desde 1999, o acordo teve os instrumentos assinados em 17 de janeiro de 2026 e passou a valer de forma provisória em 1º de maio. O texto prevê liberalização total ou parcial de cerca de 99% das exportações agrícolas brasileiras, com cronogramas graduais: café torrado, café solúvel e abacate têm eliminação tarifária prevista para 2030, sendo que o primeiro corte do abacate equivaleu a 20% da tarifa-base. Os exportadores, porém, precisam cumprir exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade do bloco, entre elas o Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Fonte: SpaceMoney






