As vendas externas do agronegócio brasileiro alcançaram a marca de US$ 7,6 bilhões durante o mês de outubro, registrando um avanço de 12,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme apontam as estatísticas reveladas pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nesta sexta-feira (6).
Participação no comércio exterior
O desempenho consolidado da agropecuária e da agroindústria representou 20,8% de toda a pauta de embarques do país no período, impulsionado principalmente por um incremento de 1,7% no volume total comercializado com o mercado internacional.
Balanço acumulado do ano
No panorama de janeiro a outubro, as negociações do setor seguem em trajetória para estabelecer novas marcas históricas, totalizando US$ 72,4 bilhões, o que traduz um crescimento de 9,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. Nesse período, a participação relativa dos produtos do campo atingiu 22,5% do total exportado pelo Brasil.
Destaques positivos e negativos na pauta
O avanço das vendas foi puxado majoritariamente pelas exportações de soja (US$ 46 bilhões), ao passo que o café não torrado (US$ 10,7 bilhões) e o milho não moído, exceto doce (US$ 5,7 bilhões) registraram pequenos recuos.
Outros itens que se destacaram positivamente no comparativo foram: animais vivos, não incluídos pescados ou crustáceos (+81,1%, com aumento de US$ 0,76 bilhão); algodão em bruto (+16,4%, com aumento de US$ 0,59 bilhão); centeio, aveia e outros cereais não moídos (+5.125,0%, com aumento de US$ 0,50 bilhão); e frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+17,0%, com aumento de US$ 0,18 bilhão).
Desempenho da indústria de transformação
Dentro do segmento agroindustrial, a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (US$ 14,2 bilhões) manteve a liderança das vendas externas, mesmo diante do esgotamento da cota chinesa ocorrido no mês de agosto.
A celulose (US$ 9,09 bilhões), o farelo de soja (US$ 8,83 bilhões) e as carnes de aves e miudezas (US$ 8,77 bilhões) também fecharam o período com resultados positivos. Em contrapartida, os embarques de açúcares e melaços (US$ 8,56 bilhões) figuraram entre as principais quedas, apresentando retração de 27,4% na mesma base comparativa dos dez primeiros meses.
Fonte: CNN Brasil






