Agro usa mais rastreabilidade e automação!

Agro usa mais rastreabilidade e automação!

Agro usa mais rastreabilidade e automação!

Números pesquisados desde 2019 foram debatidos no evento ‘Agro em Código 2026’, organizado pela Embrapa Agricultura Digital e GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação

A pergunta é simples.  Como transformar dados em confiança, eficiência e acesso a mercados falando de Agronegócio? A tarefa coube a mais de trezentos produtores, pesquisadores, profissionais de empresas, startups, cooperativas, empreendedores do varejo e especialistas em tecnologia. Que participaram do evento ‘Agro em Código 2026’, promovido pela GS1 Brasil e Embrapa Agricultura Digital em São Paulo. No centro do negócio a Rastreabilidade, capacidade de saber de onde um produto veio, por onde passou e quais informações comprovam sua história. E mais.  Avanços fortes no uso de tecnologias e automação  nos sistemas de geração de energia, controle de pragas, acesso à internet, presença de máquinas e equipamentos, recorde com os pulverizadores, automação ambiental. muitas vezes, a evolução passa de 60, desde 2019.

“Produzir bem já não basta. É preciso conseguir provar. Temos cada vez mais empresas associadas, já são 62 no Brasil, e entramos no quarto ano do evento aqui falando de ‘Do campo ao código: o futuro do agro começa aqui’, numa programação que mistura tecnologia, regulação, consumo, sustentabilidade, governança, preocupação social e competitividade. O cenário mudou nos últimos anos. Consumidores mais atentos, mercados internacionais mais exigentes e novas regras ambientais ganhando espaço. Dados confiáveis passaram a ser quase tão estratégicos quanto solo, clima e produtividade. Rastrear um alimento é montar sua linha do tempo. A informação pode acompanhar a origem da matéria-prima, o lote, o transporte, o processamento e a chegada ao ponto de venda. É como dar ao produto um RG. Só que com uma biografia inteira por trás. E, quando essa informação é organizada, padronizada e acessível, ela ajuda empresas a responder mais rápido a crises, reduzir perdas e demonstrar conformidade. Para quem compra, abre espaço para escolhas mais conscientes. Para quem vende ao mundo, pode ser a diferença entre entrar ou ficar de fora de determinados mercados”, contextualizou João Carlos de Oliveira, Presidente da GS1 Brasil.

A Corporação Global está presente em mais de 150 países. No Brasil, as empresas associadas respondem por 14% do Produto Interno Bruto (PIB). E ainda produzem o Índice Agrotec GS1 Brasil, o único sobre tecnologia e automação do Agro Brasil. Que mostraram destaques como:

# Crescimento de 12% de máquinas e equipamentos no campo em apenas um ano.
# Aumento de 27% no acesso das fazendas à internet em sete anos.
# O dobro de fazendas com coletores de dados para monitorar pragas desde 2019.
# 3,5 vezes mais fazendas com sistemas de geração de energia.
# Mais de 60% de avanço de propriedades rurais com gestão ambiental.
# 38% a mais daquelas que alugam equipamentos.
# E o pulverizador presente em nove de cada dez fazendas.

Na sequência, a palavra ficou com Stanley Oliveira, Chefe Geral da Embrapa Agricultura Digital, localizada em Campinas (SP). Que cravou: “Tecnologia boa no campo é aquela que resolve o problema do produtor”. Depois, foram três painéis e uma ativação sobre cadeia da Cannabis, informações nas decisões de consumo, demora em antecipar as regras globais, avanços tecnológicos para rastreabilidade no agro e o encontro de rastreabilidade, cultura e consumo.

A programação da manhã começou com uma palestra sobre rastreabilidade na cadeia da cannabis medicinal, conectando experiências da Argentina e do Brasil. Com a participação de Mario Abitbol, da GS1 Argentina; Ariel Mazzoni, do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA); e Beatriz Emygdio, da Embrapa Clima Temperado. “A Canabis medicinal representa um mercado de R$ 1 bilhão no Brasil hoje em dia, podendo chegar a   R$ 9 bilhões. No mundo é bem mais. US$ 19 bilhões. O desafio é criar condições cientificas, tecnológicas e regulatórias para termos uma cadeia própria no nosso país, segura e competitiva”, alertou Beatriz.

Na sequência, uma rápida palavra de Manoel Cesar Muller, consultor e especialista em embalagens inteligentes. Que explicou o que é o conceito de ‘Rastreabilidade Figital’. Destrinchando a origem , segurança e confiança no ambiente do papel da informação nas decisões dos consumidores. “A discussão parte de um ponto simples: a embalagem informa, mas tem limite. E
o consumidor quer saber mais do que preço, validade e ingredientes. Quer entender origem, impacto ambiental, práticas de produção e, principalmente, se aquilo que está sendo dito pode ser comprovado”, completou.

Depois, o primeiro painel colocou o consumidor no centro do debate, no tema “Rastreabilidade, segurança e confiança: o papel da informação nas decisões de consumo”, com mediação de Lúcio Vicente, do Instituto Akatu, e presença de Laura Motta, do Mercado Livre; Cecilia Seravalli, da Nestlé; Gabriel Pinheiro, da Abrasel; e Estevan Sartoreli, da Dengo Chocolates.

E novos e instigantes destaques:

“O consumidor não está interessado na origem dos produtos e, sim, em preço e
qualidade”.

“Rastreabilidade não é diferencial. É negócio”.

“Os pequenos empresários precisam de ajuda nesta área”.

“Consumidor não quer investigar. Deseja comprar”.

“É muito complicado falar de origem em cardápios de bares e restaurantes porque
são milhares de produtos e 1,4 milhão de CNP’s”.

“E ainda tem a concorrência das informações legais e normativas, que os
empresários são obrigados a cumprir’.

“Rastrear custa dinheiro. Não rastrear custa mais e ainda destrói reputação”.

À tarde, o Agro em Código propôs uma pergunta incômoda e necessária no painel ‘Brasil, potência agrícola: por que ainda reagimos às regras globais em vez de antecipá-las?’, discutindo o desafio de um dos maiores produtores de alimentos do mundo diante de exigências cada vez mais rigorosas sobre sustentabilidade e origem dos produtos.

Participaram Bruno Blecher, da Agência Fato Relevante; Sula Alves, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA); Matheus Ferreira, do Instituto CNA; e Pedro Szajnferber de Franco Carneiro, do SPLaw Advogados. O pano de fundo foi conhecido por quem atua no setor: novas regulações internacionais, critérios socioambientais e demandas por comprovação têm redesenhado o comércio global. A questão não é apenas cumprir uma regra quando ela entra em vigor. É criar infraestrutura de dados antes que ela se torne urgente. Em outras palavras: deixar de estudar para a prova na véspera. A tecnologia exige menos promessa e mais conexão.

O último painel do dia discutiu os avanços tecnológicos capazes de ampliar o uso da rastreabilidade no campo. Com participação de Anderson Alves, da Embrapa; Daniel Cassimiro, da Siemens; Monica B. Peres, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); e Mirella Romanelli, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Sensores, inteligência artificial, sistemas de gestão, plataformas digitais e códigos de identificação já fazem parte da rotina de muitas operações. Mas, isoladamente, são como peças de um quebra-cabeça espalhadas pela mesa. O valor aparece quando elas se conectam. Ele ajuda nos diferentes sistemas e empresas a falar a mesma língua, sem que a informação se perca entre a fazenda, a indústria, a logística, o varejo e o consumidor.

O Agro em Código 2026 também foi carbono neutro, tendo as emissões do encontro compensadas por créditos de carbono certificados conforme padrões internacionais.

Fonte: AgroRevenda

Gostou do conteúdo? Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima de Unaí
Unaí, BR
14:02, 05/11/2026
temperature icon 35°C
nublado

Mais populares

Categorias

Redes Sociais