Brasil conquista 700 novos mercados para o agro e dispara exportações globais

Brasil abre 700 mercados para o agro a partir de 2023 e amplia exportações à União Europeia

O governo federal divulgou nesta terça-feira (13) que o agronegócio brasileiro alcançou a marca de 700 novos mercados internacionais abertos desde o início de 2023, abrangendo 99 destinos entre países e blocos econômicos.

Impacto do acordo Mercosul-União Europeia As vendas externas do país para o mercado europeu registraram um salto de 30,7% entre maio e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Esse crescimento coincide com a implementação provisória do tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia, ratificado em maio após quase três décadas de tratativas.

No balanço geral de janeiro a setembro de 2026, os embarques brasileiros direcionados à União Europeia totalizaram US$ 44,17 bilhões (R$ 222 bilhões), representando um acréscimo de 20% frente aos nove primeiros meses do ano anterior.

“As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, declarou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira durante evento em Brasília.

Diversificação e resiliência comercial De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a escalada nas transações comerciais não se restringe apenas ao setor agropecuário. O representante governamental pontuou que o comércio exterior do país cresceu em média 10,5%, superando cenários de conflitos geopolíticos e barreiras alfandegárias globalmente.

Projeções e investimentos no campo As autorizações sanitárias emitidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária viabilizaram a entrada de mercadorias nacionais em 99 novas praças comerciais. Para fins de comparativo, o ministro da Agricultura, André de Paula, pontuou que a atual gestão superou o volume de 241 aberturas registradas durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) calcula que as negociações com os novos parceiros comerciais já injetaram US$ 5,8 bilhões (R$ 29,1 bilhões) na economia. A expectativa oficial é que o faturamento nesses destinos alcance US$ 80 bilhões (R$ 402,1 bilhões) ao longo do próximo quadriênio.

A pasta da Agricultura projeta ainda que o país encerre o ciclo anual como o principal exportador de alimentos do planeta. O acumulado das vendas externas do segmento atingiu US$ 169 bilhões (R$ 849 bilhões), ficando a apenas US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) do montante contabilizado pelos Estados Unidos no mesmo intervalo.

Para sustentar o ritmo da produção, os aportes financeiros foram destacados pelo ministro André de Paula por meio do Plano Safra, contemplando tanto produtores de pequeno porte quanto a agricultura empresarial. “Este governo investiu mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para agricultura empresarial e familiar. Nos quatro anos de governo Lula, foram investidos mais de R$ 1 trilhão. Isso dá conta da importância que conferimos ao agro brasileiro”, finalizou.

Fonte: Tribuna do Sertão

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