Antes mesmo da imposição de tarifas, a ciência agrícola surge como um dos principais instrumentos para o posicionamento internacional do setor produtivo nacional. Entre os maiores desafios do agro brasileiro no mercado global estão as dificuldades de consolidar a pesquisa científica do país como referência mundial na agricultura tropical, o que permitiria comparar de forma justa os diferentes sistemas de produção adotados ao redor do planeta.
Desafios na aceitação da ciência nacional
Outro obstáculo significativo enfrentado pelo setor é a necessidade de ampliar o reconhecimento internacional de tudo o que é desenvolvido dentro do território brasileiro em termos tecnológicos e produtivos. Superar essa barreira é fundamental para garantir maior equidade nas negociações comerciais e nas exigências ambientais impostas por outros países.
A visão eurocêntrica e norte-americana
Essa avaliação é fruto de anos de estudos conduzidos por Mariana Pereira, chefe da Embrapa Gado de Corte e conselheira da Organização Mundial dos Agricultores (WFO). A especialista identificou que ainda persiste uma visão predominantemente eurocêntrica e norte-americana na hora de definir parâmetros científicos e produtivos em âmbito internacional.
“A Europa tem ainda uma visão muito errada sobre esses temas e sobre a produção no Brasil, que, ao mesmo tempo, é a maior referência em ciência tropical do mundo”, afirma à reportagem.
O fortalecimento da diplomacia científica e a valorização das pesquisas desenvolvidas em solo brasileiro configuram caminhos essenciais para que o país consiga mitigar restrições e consolidar sua posição estratégica no comércio exterior.
Fonte: CNN Brasil






