O resultado da disputa presidencial tem o potencial de alterar as estratégias da diplomacia agrícola e as prioridades no comércio exterior, gerando divisões no setor agropecuário. Enquanto alguns analistas apontam que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) fortaleceria os laços com os Estados Unidos, outros alertam para os riscos de um distanciamento das pautas ambientais que facilitaram o acesso a mercados globais exigentes.
Impactos nas relações com a China
Caso Flávio vença o segundo turno marcado para o dia 25 de outubro, a proximidade política com a China pode ganhar um tom mais reservado. Contudo, líderes do setor agroindustrial avaliam que essa guinada diplomática não provocaria, de forma automática, reflexos negativos diretos nas exportações de commodities agrícolas para o mercado chinês.
Investimentos estrangeiros em jogo
Na avaliação de Larissa Wachholz, especialista em China e fellow do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), o principal efeito de um eventual alinhamento maior do Brasil aos Estados Unidos poderia aparecer nos investimentos chineses no país.
A condução da política externa nos próximos anos continuará sendo monitorada de perto por produtores e exportadores, que dependem da estabilidade com os principais parceiros comerciais globais para garantir o escoamento da safra e a manutenção da competitividade internacional.
Fonte: CNN Brasil






