Transporte lidera alta do emprego no Brasil em 2026

Transporte lidera alta do emprego no Brasil em 2026

O setor de transporte, armazenagem e correio liderou a alta do emprego por setor no país em um ano. Entre julho e setembro de 2026, a atividade ganhou 411 mil trabalhadores em relação ao mesmo período de 2025, um crescimento de 6,9%, segundo a PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.

O único outro grupo com aumento significativo na comparação anual foi o que reúne administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais. Foram 400 mil ocupados a mais (alta de 2,1%). Nos demais setores, o IBGE não identificou variação significativa.

O levantamento é o mesmo que mostrou a taxa de desemprego em 5,2%, a menor para um terceiro trimestre desde 2012.

Construção foi o único setor a crescer no trimestre

Na comparação com o trimestre encerrado em junho, o retrato muda. Só a Construção ampliou o número de ocupados: foram 210 mil pessoas a mais, alta de 2,8%. Os outros setores ficaram estáveis.

O nível de ocupação, que mede a fatia da população em idade de trabalhar que está empregada, chegou a 59%, recorde da série. A força de trabalho, que soma ocupados e desocupados, ficou em 109,3 milhões de pessoas, 788 mil a mais que um ano antes.

Renda sobe no comércio, no agro e no trabalho doméstico

O rendimento médio no trabalho principal cresceu em três setores na comparação anual, segundo o IBGE:

  • Comércio e reparação de veículos: alta de 5,6% (mais R$ 163);
  • Serviços domésticos: alta de 5,5% (mais R$ 78);
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: alta de 4,6% (mais R$ 106).

Os demais setores tiveram renda estável no período.

No trimestre, o trabalho doméstico foi o único com ganho, de 3,2% (mais R$ 46). Já o grupo de outros serviços teve queda de 5,5%, o equivalente a R$ 168 a menos por mês.

Por tipo de vínculo, a renda subiu em um ano para trabalhadores domésticos (5,5%, mais R$ 78), empregados do setor público (3,3%, mais R$ 179) e trabalhadores por conta própria (3,7%, mais R$ 113). As demais categorias ficaram estáveis.

Na média de todos os trabalhos, o rendimento habitual foi de R$ 3.790, contra R$ 3.753 no trimestre anterior e R$ 3.660 um ano antes.

Informalidade atinge 38,8 milhões de trabalhadores

A taxa de informalidade ficou em 37,5% dos ocupados, o que representa 38,8 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa era de 37,4% (38,6 milhões). Um ano antes, de 37,8% (38,7 milhões).

A taxa recuou na comparação anual, mas o número absoluto de informais ficou praticamente igual, porque o total de ocupados também cresceu.

Próximos dados

O IBGE divulga em 27 de novembro os números do trimestre encerrado em outubro. Os resultados por estado, incluindo Mato Grosso do Sul, saem na divulgação trimestral da pesquisa, que ainda não tem os dados do terceiro trimestre.

Carregando destaques do Instagram…

Fonte: RCN 67

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