O governo brasileiro debateu novas possibilidades de aportes financeiros e estratégias de cooperação bilateral voltadas ao fortalecimento da produção agrícola angolana durante missão oficial realizada em solo africano nesta quarta-feira (16/9).
H2 Parcerias estratégicas para o campo
O titular da pasta, André de Paula, manteve diálogo com Armando Manuel, que lidera o Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola. No centro da pauta estiveram a entrada do fundo no Projeto Terra Lunda e os passos seguintes para viabilizar a atuação do empresariado do Brasil em iniciativas conjuntas.
H3 Detalhes do projeto-piloto
A iniciativa é pioneira no escopo do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. O planejamento contempla o cultivo de 20 mil hectares situados na província da Lunda Norte, exigindo um montante estimado em US$ 83 milhões.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o interesse brasileiro em participar do desenvolvimento do setor agrícola angolano. “Há um interesse muito grande do Brasil de participar desse esforço de desenvolvimento do setor agrícola de Angola”, disse.
H2 Acordos e próximos passos
A agenda também retomou os desdobramentos do Memorando de Entendimento para Incentivo à Cooperação em Investimento Produtivo Agropecuário, firmado na terça-feira (15/9) após articulações que contaram com a participação direta da instituição financeira angolana.
O ministro André de Paula também mencionou o Memorando de Entendimento para Incentivo à Cooperação em Investimento Produtivo Agropecuário, assinado entre os dois países na terça-feira (15/9). O Fundo Soberano de Angola participou das discussões que antecederam a assinatura do documento.
“O Fundo Soberano teve um papel de protagonismo, tanto nas reuniões técnicas que possibilitaram a construção desse entendimento, quanto nas reuniões que ocorreram aqui e no Brasil”, afirmou.
O presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, Armando Manuel, evidenciou que a assinatura do memorando permitirá avançar para etapas práticas do projeto.
A embaixadora do Brasil em Angola, Eugênia Barthelmess, explicou que o Memorando de Entendimento foi complementado por um plano de implementação, assinado pelos ministros da Agricultura dos dois países, que estabelece as bases para a execução do projeto-piloto. “O plano de implementação traz concretude ao memorando de entendimento, lançando as bases de um projeto-piloto, um primeiro projeto que os dois países desenvolverão ao amparo do memorando”, afirmou.
As tratativas consolidam a cooperação mútua e abrem caminho para que o setor produtivo nacional atue de forma integrada no fortalecimento da segurança alimentar e econômica da região.
Fonte: LEIAGORA






