Cientista que ajudou a estruturar o setor de sementes no Brasil ganha reconhecimento nacional

Cientista que ajudou a estruturar o setor de sementes no Brasil ganha reconhecimento nacional

Odette Liberal: “Cada vez que venho aqui, eu vejo a tal sementinha que plantamos” – Foto: Divulgação/Abrates

Aos 99 anos, a engenheira agrônoma Odette Halfen Teixeira Liberal foi escolhida pela Forbes Brasil como uma das 100 Mulheres Poderosas do Agro em 2026. Pioneira na consolidação da tecnologia de sementes no país, a pesquisadora é a grande homenageada desta edição da lista, em reconhecimento a uma trajetória de 56 anos dedicados à pesquisa científica e ao desenvolvimento da agricultura.

Fundadora e primeira presidente da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), Odette teve participação decisiva na estruturação da pesquisa e das normas técnicas relacionadas à produção de sementes e mudas no Brasil.

Pioneirismo na pesquisa e na regulamentação

Odette foi a única mulher de sua turma na Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, em Pelotas (RS). Nos anos 1960, chefiou o Laboratório de Análise de Sementes do Instituto Agronômico do Sul. Em 18 de setembro de 1970, integrou o grupo de 25 pesquisadores que fundou a Abrates, assumindo a presidência da entidade entre 1971 e 1973.

Durante esse período, participou da comissão responsável pela elaboração das primeiras regulamentações técnicas para a produção de sementes e mudas no país, contribuindo para a organização e o fortalecimento do setor.

A homenagem da Forbes se soma ao reconhecimento recebido pela pesquisadora durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes), realizado em agosto, em Foz do Iguaçu (PR). Na ocasião, Odette esteve diante de mais de 1.600 profissionais e congressistas, que a aplaudiram. “Cada vez que venho aqui, eu vejo a tal sementinha que plantamos”, afirmou durante o evento.

Ao recordar a criação da Abrates, a pesquisadora destacou a importância de disseminar conhecimento e valorizar a produção científica. “Nós tínhamos um objetivo: disseminar conhecimento e criar um órgão para publicar e valorizar os trabalhos de pesquisa de qualidade. Hoje, ver a coesão da Abrates e o impacto do agronegócio brasileiro no mundo é uma satisfação enorme”, salienta.

Conhecimento como caminho para conquistar respeito

A trajetória de Odette também foi marcada pelo pioneirismo feminino em um ambiente predominantemente masculino. Ao lembrar os desafios enfrentados no início da carreira, ela destacou o conhecimento como instrumento para conquistar reconhecimento profissional. “Fui a única mulher da minha turma e não posso dizer que não houve tentativas de querer diminuir porque eu era mulher. Mas uma coisa que descobri muito cedo é que, para mostrar valor, você tem que estudar e ter conhecimento, assim você acaba sendo respeitada”, enfatiza.

Na pesquisa, Odette também se destacou pela contribuição ao desenvolvimento de técnicas como o teste de tetrazólio e pela implantação de câmaras frias para conservação de amostras no Brasil.

Mesmo após décadas de atuação, a agrônoma continua sendo referência para novas gerações de pesquisadores e profissionais do agro. Ao falar sobre trabalho e realização, deixou uma mensagem que traduz sua trajetória. “A gente só é feliz quando floresce no lugar onde trabalha. Florescer é amar o que se faz e fazer com tanta garra que aquilo brota de dentro da gente”, ressalta.

A homenagem da Forbes Brasil reconhece não apenas a contribuição de Odette Liberal à tecnologia de sementes, mas também o legado de uma pesquisadora que ajudou a construir bases importantes para a ciência agrícola brasileira e abriu caminhos para outras mulheres no agronegócio.

Fonte: Assessoria Abrates

Bovinos / Grãos / Máquinas

Brasil busca maior previsibilidade para ampliar negócios de carne bovina com os EUA

Rebanho norte-americano caiu para 86,2 milhões de cabeças, o menor volume desde 1951. Carne brasileira complementa a produção local, especialmente no fornecimento de cortes magros para a indústria de hambúrgueres e carne moída.

Foto: Shutterstock

O fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos no setor de carne bovina foi o tema central da participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na 65ª Conferência Anual do Meat Import Council of America (MICA), realizada entre segunda (02) e quarta-feira (04), em Scottsdale, no Arizona.

Durante o encontro, que reuniu importadores, representantes da indústria e autoridades do setor, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, apresentou as perspectivas brasileiras para o abastecimento do mercado norte-americano e defendeu maior previsibilidade nas relações comerciais entre os dois países.

A participação brasileira ocorreu em um momento de mudanças na dinâmica da pecuária dos Estados Unidos. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país iniciou 2026 com um rebanho de 86,2 milhões de bovinos, o menor desde 1951. O número de matrizes, estimado em 27,6 milhões de cabeças, também alcançou o menor patamar da série histórica.

Nesse cenário, a carne bovina brasileira tem papel complementar à produção norte-americana, especialmente no fornecimento de cortes magros utilizados pela indústria local na fabricação de carne moída e hambúrgueres. Esses produtos são combinados com matérias-primas de maior teor de gordura, provenientes da própria pecuária dos Estados Unidos, contribuindo para atender às demandas da indústria de processamento e dos consumidores. “Às vezes, quando falamos em comércio internacional, pensamos apenas em números, tarifas e toneladas exportadas. Mas, por trás de tudo isso, existem produtores, indústrias, empregos e famílias nos dois países. Nosso trabalho aqui é compreender essas conexões e encontrar formas de torná-las cada vez mais produtivas. Porque uma boa relação comercial não se mede apenas pelo que um país vende ao outro, mas pelo que ambos conseguem construir a partir dela”, destacou o secretário Augusto Billi.

A capacidade de fornecimento do Brasil é sustentada pela dimensão e pela diversidade de sua produção pecuária. Em 2025, o país produziu mais de 12 milhões de toneladas de carne bovina e exportou para 177 destinos. Para 2026, a participação brasileira nas exportações mundiais do produto é estimada em aproximadamente 30%.

Previsibilidade e cooperação regulatória

Diante desse cenário, a posição brasileira apresentada durante o encontro está concentrada em três frentes: maior previsibilidade nas condições de acesso ao mercado, aprofundamento do diálogo regulatório entre o Mapa e o USDA e intercâmbio de informações entre importadores, exportadores e entidades representativas dos dois países.

A atuação brasileira também busca ampliar a cooperação técnica e a interlocução entre os setores público e privado. A estabilidade das relações comerciais é considerada fundamental para o planejamento das empresas, a eficiência das cadeias de abastecimento e a segurança dos consumidores.

A Conferência Anual do MICA é um dos espaços de interlocução da indústria de importação de carnes dos Estados Unidos. O evento reúne representantes de diferentes países para debater temas como abastecimento, comércio internacional, regulamentação e logística.

A participação do Mapa reforça a disposição brasileira de manter uma relação comercial de longo prazo com os Estados Unidos, baseada na complementaridade produtiva, no respeito às exigências sanitárias e na construção de condições comerciais que ofereçam benefícios a ambos os mercados.

Fonte: Assessoria Mapa
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Representação da Faep alcança conselhos estratégicos do agro

Nos últimos três anos, entidade ampliou participação em instituições de pesquisa, defesa agropecuária e articulação empresarial nos âmbitos estadual e nacional.

Foto: Divulgação

Nos últimos três anos, o Sistema Faep ampliou sua participação em conselhos, instituições de pesquisa e fóruns de articulação do setor produtivo. Esse processo garante que decisões, muitas vezes tomadas longe do campo, tenham participação direta da entidade, permitindo defender os interesses dos produtores rurais. A presença do presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, em espaços estaduais e nacionais permite apresentar as necessidades da agropecuária paranaense durante a definição de prioridades, propostas, programas e investimentos envolvendo temas como energia elétrica, infraestrutura, pesquisa, treinamentos e políticas públicas.

“Cada espaço ocupado é uma oportunidade de discutir as necessidades e demandas dos nossos produtores rurais. Essas parcerias ajudam a construir soluções para problemas que afetam o dia a dia dentro e fora da porteira, permitindo fortalecer o setor”, destaca Meneguette. “Vamos continuar construindo relacionamentos, com diálogo e trabalho técnico, para garantir a defesa dos interesses dos agricultores e pecuaristas do Paraná e transformar as demandas em avanços concretos”, complementa.

Atualmente, Meneguette faz parte do conselho do Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Nacional), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR), Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec-PR), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Territorial), além de coordenar o G7 Paraná.

Pautas na mesa

Desde janeiro de 2026, Meneguette coordena o G7 Paraná, fórum que reúne as entidades representativas do setor produtivo paranaense. Com mandato para o biê – nio 2026/27, o dirigente participa da articulação de pautas comuns à agropecuária, indústria, comércio, cooperativismo, transportes e demais segmentos representados. A atuação conjunta amplia a interlocução com governos, parlamentares e concessionárias em temas como infraestrutura, logística, tributação e energia elétrica.

Para os produtores rurais, essa articulação permite que dificuldades enfrentadas nas propriedades integrem uma agenda mais ampla de negociação. Um exemplo é o grupo de trabalho articulado junto a Copel para mapear demandas e buscar melhorias no fornecimento de energia, serviço essencial para atividades como ordenha, refrigeração, irrigação e funcionamento de instalações produtivas.

Outra frente de atuação é a participação no CIBiogás. Meneguette ingressou no Conselho de Administração em outubro de 2025 e foi eleito vice-presidente do colegiado no mesmo mês deste ano. A representação contribui para o desenvolvimento de soluções de biogás e biometano economicamente viáveis para o meio rural, com possibilidades de redução de despesas com energia e geração de receita.

Essa atuação já rendeu frutos para o setor. Em maio deste ano, o governo estadual publicou um decreto que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a aquisição de bens destinados à produção de biometano, biogás, metanol e dióxido de carbono (CO 2). Isso estimula investimentos em energias renováveis no meio rural, fomentando a sustentabilidade do setor.

“A parceria entre o CIBiogás e a Faep representa uma aliança estratégica para o fortalecimento do agro e o desenvolvimento sustentável do setor. O biogás é importante vetor de competitividade da agropecuária. Essa cooperação amplia a representatividade dos produtores rurais, aproxima suas demandas da pesquisa, da ciência e da tecnologia e viabiliza projetos e soluções inovadoras”, afirma o diretor-presidente do CIBiogás, Felipe Marques.

Discussões nacionais

No IPA, o Sistema Faep participa como membro mantenedor, e Meneguette integra o Conselho Executivo desde julho de 2024. O instituto fornece subsídios técnicos à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que atua na interlocução com o governo federal. Esse espaço permite levar demandas do Paraná às discussões sobre legislação, crédito e segurança jurídica na esfera federal.

“A parceria entre o IPA e a Faep é fundamental para fortalecer a representação do setor agropecuário e ampliar a capacidade de diálogo e articulação em torno das demandas do campo. Essa relação institucional permite alinhar prioridades, compartilhar conhecimento técnico e construir propostas que contribuam para o aprimoramento das políticas públicas”, afirma a presidente do IPA, Tania Zanella.

“Na prática, esse trabalho conjunto se traduz em uma atuação mais efetiva na defesa dos interesses dos produtores rurais, na busca por segurança jurídica, melhores condições de produção e maior competitividade para o agro brasileiro”, complementa.

Gestão, pesquisa e defesa agropecuária

A participação no Conselho do Sebrae-PR possibilita defender a inclusão dos pequenos negócios rurais entre as prioridades de gestão, inovação, empreendedorismo e acesso a mercados. O Programa Empreendedor Rural e o Prêmio Queijos do Paraná são exemplos de cooperação voltada à capacitação e à valorização da produção.

Na área de pesquisa, Meneguette integra o Comitê da Embrapa Territorial, que desenvolve e aplica métodos para o conhecimento multitemático da dinâmica espaço-temporal do meio rural. A participação leva as demandas dos produtores às discussões sobre as prioridades de pesquisa e aproxima o conhecimento científico dos desafios do campo.

Exemplos práticos desta parceria não faltam. A cooperação já envolveu um projeto de mapeamento para orientar o aproveitamento de resíduos de granjas e o planejamento de instalações conforme a disponibilidade hídrica de cada região do Paraná. Outra iniciativa utilizou geoprocessamento e sensoriamento remoto para apoiar decisões sobre o uso sustentável da terra no Estado. As ações fornecem informações técnicas para o planejamento das atividades agropecuárias, considerando as características e os recursos disponíveis em cada território.

“O Sistema Faep é o parceiro mais longevo da Embrapa Territorial, trajetória da qual temos orgulho. Juntos, construímos um legado de inteligência, monitoramento e gestão territorial estratégica para o campo. Essa atuação conjunta traduz dados em produtividade e sustentabilidade diretamente para as tomadas de decisão do produtor rural paranaense”, diz Gustavo Spadotti, chefe-geral da Embrapa Territorial.

O Sistema Faep também participa nos conselhos da Adapar e do IDR-Paraná, aproximando as demandas dos produtores das decisões sobre sanidade, pesquisa e extensão rural. Criada em 2011, a pedido do Sistema Faep, a Adapar tem uma trajetória na defesa sanitária animal e vegetal. Um dos resultados é o convênio que permite aos sindicatos rurais emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), facilitando o acesso dos pecuaristas ao serviço. Essa articulação também esteve presente na mobilização dos produtores para as ações que contribuíram para o reconhecimento internacional do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação. Na agricultura, o trabalho conjunto envolve orientação sobre o vazio sanitário da soja, combate ao greening e prevenção de pragas, medidas protegem a produção e atendem às exigências dos mercados.

Com o IDR-Paraná, a cooperação envolve eventos técnicos e atividades na Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada. A parceria aproxima o conhecimento científico da realidade das propriedades, levando aos produtores informações e tecnologias para enfrentar os desafios da atividade agropecuária.

Ainda, Meneguette ocupa a cadeira de presidente do Conselho Deliberativo do Fundepec-PR, fórum de articulação entre os setores público e privado para apoiar ações de defesa agropecuária. Na formação profissional, sua atuação inclui a presidência do Conselho Administrativo do Senar-PR e um assento no Conselho Deliberativo do Senar Nacional.

“A presença nas mesas e espaços de tomada de decisão permite trabalhar em prol do setor agropecuário e defender interesses dos nossos produtores rurais. Já tivemos conquistas importantes graças a essa atuação. Vamos continuar atuantes, levando as demandas do campo”, conclui Meneguette.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Notícias

Cooperativas defendem transformar metas climáticas em soluções concretas

Manifesto para a COP31 reúne propostas para ampliar o financiamento climático, fortalecer a agricultura sustentável, impulsionar a transição energética e preparar comunidades para eventos extremos.

Foto: Shutterstock

Transformar compromissos climáticos em resultados concretos depende de soluções que cheguem a quem produz, trabalha e vive nos territórios. É com essa perspectiva que o Sistema OCB apresenta o Manifesto do Coop para a COP31, documento que reúne propostas do cooperativismo brasileiro para contribuir com a implementação da agenda climática global.

Com o tema Cooperação como caminho para a implementação da agenda climática, o manifesto reforça que é preciso avançar da definição de metas para a realização de ações concretas. “A próxima etapa das negociações internacionais exige justamente esse compromisso com a implementação, em sintonia com os princípios que orientam a Presidência da COP31: diálogo, consenso e ação”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.

O documento também dá continuidade ao posicionamento apresentado pelo cooperativismo na COP30, em Belém, quando o setor defendeu o verde como valor social e econômico; o clima como vetor de desenvolvimento; e as comunidades como foco das ações. Para o Sistema OCB, o desafio agora é ampliar as condições para que financiamento, inovação e tecnologia alcancem os territórios e fortaleçam soluções sustentáveis.

A contribuição do setor parte de uma estrutura já presente em diferentes regiões do país. São 4,4 mil cooperativas, 29 milhões de cooperados e 613,4 mil empregos diretos, com atuação em 3.425 municípios. Em 2025, as cooperativas movimentaram R$ 848,4 bilhões em ingressos e acumularam R$ 1,6 trilhão em ativos.

Eixos de atuação

As propostas estão organizadas em cinco frentes: segurança alimentar e agricultura de baixo carbono; acesso ao financiamento climático; transição energética; bioeconomia como vetor de desenvolvimento; e adaptação e mitigação de riscos climáticos.

Na agricultura, o manifesto defende o fortalecimento de práticas sustentáveis, a ampliação da assistência técnica e da pesquisa e o reconhecimento das particularidades dos sistemas produtivos tropicais. O documento também propõe ampliar o acesso das cooperativas a recursos climáticos, especialmente por meio do cooperativismo de crédito, que está presente em 59% dos municípios brasileiros e é a única instituição financeira em funcionamento em 1.072 cidades.

Na transição energética, a proposta é ampliar a participação das cooperativas na geração e distribuição de fontes renováveis, com melhores condições regulatórias e financeiras. Já na bioeconomia e na economia circular, o manifesto destaca o potencial das cooperativas para agregar valor à biodiversidade, fortalecer a reciclagem e gerar trabalho e renda a partir do uso sustentável dos recursos naturais.

O quinto eixo trata da adaptação às mudanças climáticas. Diante de eventos extremos, como secas e enchentes, o documento defende investimentos em infraestrutura resiliente, fortalecimento dos seguros climáticos e maior participação das cooperativas na elaboração e execução de planos de adaptação.

Da agenda global aos territórios

O manifesto reforça que a presença das cooperativas nas comunidades e em diferentes cadeias produtivas permite organizar iniciativas, disseminar conhecimento, facilitar o acesso a recursos e ampliar a escala de soluções sustentáveis.

“Defendemos que as políticas climáticas considerem as diferentes realidades dos territórios e aproximem financiamento, tecnologia e oportunidades de quem coloca as soluções em prática. O desafio climático é global, mas a implementação acontece localmente, e a cooperação tem papel fundamental nessa conexão”, finaliza Tania.

Fonte: Assessoria Sistema OCB
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Fonte: O Presente Rural

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