O volume de milho enviado pelo Brasil ao exterior registrou uma retração expressiva no fechamento do nono mês do ano, totalizando 5,21 milhões de toneladas. O resultado representa um recuo de 31% em comparação com o volume registrado no mesmo período de 2025, acendendo um sinal de alerta entre analistas e produtores rurais a respeito da formação de preços no mercado doméstico.
Cenário internacional desfavorável reduz demanda
A desaceleração dos embarques reflete uma combinação de fatores geopolíticos e econômicos. No plano internacional, a guerra no Irã gerou instabilidade e impactou o ritmo das compras externas. Paralelamente, o agronegócio nacional enfrentou uma disputa mais acirrada com a Argentina, que intensificou sua atuação no fornecimento global do cereal.
Outro elemento determinante para a perda de ritmo das vendas foi a valorização do real frente à moeda norte-americana. Com a divisa brasileira mais fortalecida, a atratividade do produto nacional perdeu competitividade no mercado lá fora, desestimulando novos contratos de venda imediata.
Revisão nas projeções para o encerramento do ano
Diante do quadro mais adverso, o setor precisou ajustar as expectativas de desempenho comercial para o acumulado anual. A meta de exportação para 2026 foi oficialmente revista para baixo, caindo de 43 milhões para 38 milhões de toneladas.
Com um fluxo menor de escoamento para portos internacionais, uma fatia maior da safra tende a permanecer retida no país. Essa retenção amplia a oferta no circuito interno e passa a pressionar os valores pagos aos produtores nas praças de comercialização brasileira, trazendo novos desafios para as margens do produtor nas próximas semanas.
Fonte: TV Sim Brasil






